Setores estratégicos escapam de nova tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros.
Os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 50% sobre grande parte dos produtos importados do Brasil, conforme decreto assinado pelo presidente Donald Trump. A medida, que entra em vigor em 6 de agosto, representa uma elevação de 40% sobre a alíquota já existente de 10%, totalizando 50% de sobretaxa. Apesar do impacto potencial, quase 700 produtos foram isentos da nova tarifa, aliviando setores estratégicos das exportações brasileiras.
Entre os itens beneficiados pela exclusão da nova alíquota estão aeronaves civis e componentes aeronáuticos como turbinas, pneus e motores, além de produtos como suco de laranja, fertilizantes, castanhas, celulose, ferro-gusa, minério de ferro e diversos insumos da cadeia energética, incluindo gás natural, petróleo e carvão.
Por outro lado, setores altamente dependentes do mercado norte-americano foram atingidos em cheio pela medida. Exportações de alimentos, como carne, café, cacau e frutas, além do setor têxtil, passarão a pagar os 50% de tarifa. O impacto será especialmente sentido por produtores agrícolas e indústrias que já enfrentam desafios logísticos e cambiais.
A nova tarifa se aplica apenas a produtos que entrarem em território americano a partir de 6 de agosto e que sejam disponibilizados para consumo até 5 de outubro. Mercadorias que já estejam em trânsito antes da data de vigência estão isentas, desde que cheguem aos Estados Unidos e sejam liberadas dentro do prazo estabelecido.
Embora o governo dos EUA justifique a medida com alegações de segurança nacional e política externa, o decreto inclui cláusulas de possível revisão. As alíquotas poderão ser reduzidas caso o Brasil adote medidas consideradas satisfatórias ou aumentadas em caso de retaliação comercial. A tensão tarifária reacende o alerta para a vulnerabilidade das exportações brasileiras diante de mudanças unilaterais nas políticas comerciais dos principais parceiros econômicos.
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